domingo, 23 de janeiro de 2011

Ecos da contemporaneidade neo-mítica segundo Allan Sales.

Aqui no Nordeste o povo cultua como mitos um padre escroto e um bandido: Padim Ciço e Lampião.Acredita na santidade de um e no heroísmo do outro.

Eu fiz uma música nova hoje.
Propondo o resto país cantar uma música sobre outros padres escrotos e bandidos famosos.

Fiz três duplas de padre com bandido. Quem sabe assim o resto do país não adere à nossa moda esquisita de louvar figuras bizarras no lugar de gente como: Frei Caneca, Zumbi dos Palmares, Antônio Conselheiro, Delmiro Gouveia,Dom Hélder, General Abreu, que fizeram coisas bem mais interessantes que o padre mundano do Juazeiro e o ladrão e assassino arrochado de Serra Talhada.

I-
São dois cabras da peste que eu quero falar
O Padre Marcelo Rossi e Fernandinho Beira Mar

Fernandinho Beira Mar
Fez um monte de besteiras
Foi fazer uma parada
Com as FARC guerilheiras
A volante na Colômbia
Prendeu ele de bobeira

O Padre Marcelo Rossi
Que é gente muito fina
Um rapaz tão delicado
Dizem que é uma menina
Papa Bento acha esquisito
Essa Xuxa de batina

II-
São dois cabras da peste que na gente metem medo
Um deles é o Marcola o outro Padre Quevedo


Esse tal Padre Quevedo
Gosta de entortar colher
Fala mal de xangozeiro
Diz que é de Lúcifer
Detonando os macumbeiros
Também Chico Xavier

O Marcola de São Paulo
É famoso na TV
Hoje mora em Catanduvas
Por causa do PCC
Mas dentro da cadeia
Manda botar pra fuder

III-
São dois cabras da peste eu falo e não minto
Um deles Paulo Maluf e outro é o Padre Pinto

O Maluf é um ladrão
Na cadeia não se enrola
Padre Pinto é dançarino
Desmunheca e cantarola
Se Maluf é um salafrário
Padre Pinto é um boiola.

ALLAN SALES

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pingue-pongue pela internet.

Recebi isso da parte de uma amiga recentemente:


Estou colocando aqui, para você, a minha mais recente crônica para o jornal Voz do Planalto, do estado de Pernambuco.
Se concordar com o que escrevi, está livre para repassar.
Sei que haverão discordâncias e, se você está entre os que discordam, não se aborreça por ter lhe enviado. Faz parte da Democracia e é salutar receber, ler e discordar, se for o caso.
Com meu abraço,
Jade


DEMOCRACIA É LIBERDADE DE IMPRENSA E ALTERNÂNCIA DO PODER

Sou arquiteta, não exerço nenhuma atividade política, não tenho formação em Direito.
Com esta colocação, declaro que esta é a uma análise pessoal, enquanto cidadã brasileira, quanto aos candidatos da próxima eleição, com a maior isenção possível, remetendo aos meus sentimentos sobre dois princípios básicos no conceito de Democracia Pura:

- a necessidade de alternância de poder
- a liberdade de pronunciamento, direto ou indireto, de forma oral ou escrita, sem intervenções.

A liberdade de imprensa, se habilmente podada, constitui grave perigo a uma sociedade democrática, amordaçando-lhe os direitos e liberdades públicas à livre manifestação.
A possibilidade de tal acontecimento durante o poder de qualquer dos candidatos deve ser analisada cuidadosamente por cada eleitor.

Quanto à alternância de poder, trata-se de um método saudável e eficaz para reciclar e analisar cada um dos poderes enquanto em atuação, além de encaminhar aquele provisoriamente afastado a um caminho salutar de humildade e auto-análise, recordando-lhe que é o povo e não o poder quem manda em uma nação democrática.
Qualquer poder mantido por um período distendido dará ensejo, fatalmente, ao vício de permanência absoluta.
Esta é outra análise a ser feita antes de votar e delegar este poder.

A manutenção destes princípios deriva, essencialmente, da maior ou menor maturidade de um povo perante o ato político, sua capacidade de informação e análise, muitas vezes habilmente manipulada por tendências direcionadas a distorcer fatores culturais, através da publicidade política, exibindo mudanças radicais no que vinha sendo antes apregoado - por aquele mesmo candidato -, através de lobbies inteligentes, visando a permanência do poder ou a conquista dele.
O retrospecto e análise sobre as antigas colocações desses mesmos personagens é uma posição madura perante suas próprias decisões políticas. Um caminho coerente para não se permitir manipular.
A palavra escrita e falada, devidamente arquivada, não pode ser apagada e este é um direito da imprensa livre.

©Jade Dantas
Arquiteta




Resposta de Allan Sales:
Pois é.Alternância no poder é bom. Passamos 500 anos de modelo totalmente excludente.Chegamos à república e até 2002, os descendentes dos donos das capitanias mandaram absolutos, depois, deixaram um homem do povo chegar ao poder. É bem verdade que não mudou essencialmente o caráter excludente, racista e economicamente perverso da sociedade brasileira.Fez uma gestão macro econômica competente, houve imoralidades por parte de alguns aliados, nada que o fizesse cair dos seus 80% de aprovação.Fez políticas afirmativas, e um tímido ensaio de distribuição de renda com as políticas de compensação, que tiraram 32 milhões(uma Argentina) da miséria. Falta muito ainda.

Essa alternância, eu só farei por um poder realmente revolucionário que faça a reforma agrária, que dê acesso irrestrito ao ensino em todos os níveis ao povo brasileiro e que democratize os meios de comunicação findando como o monopólio dessa mídia porca, tendenciosa e reacionária que apela pra tudo pra eleger as velhas oligarquias na figura do Sr José Serra.
A grande mídia brasileira é a coisa menos qualificada pra falar de democracia, ela é preposto dos interesses mais retrógrados e mesquinhos, é democrata até o momento em que os interesses e privilégios de uma minoria não são questionados. Aí ela passa a ser golpista, com expedientes dessa natureza, desqualificando quem mexeu, ainda que timidamente na estrutura de iniquidade social e econômica que é a sociedade brasileira.

Enquanto não vem o nosso Mao Tsé Tung tupiniquim, ou algo similar, voto por redução de danos , naqueles que menos mal vão nos causar. Serra não é alternância de nada, seus patrões da casa grande passaram tempo demais no poder , agora é a vez da senzala tentar fazer a parte dela.Isso é a verdadeira alternância de poder. 502 anos deles contra apenas 8 de outro modelo,acham muito 8 anos de governo populista com sensibilidade social?

Tucanos? Agora somente quero ver no jardim zoológico de Dois Irmãos.

ALLAN SALES.

A receita pra durar/ Quando nós queremos bem.



I
A receita pra dar certo
Com certeza tem carinho
O calor de um lindo ninho
Tem que estar sempre por perto
Ser atento e muito esperto
Ao amor também convém
Com doçura se obtém
O que o amor tem pra nos dar
A receita pra durar
Quando nós queremos bem
II
Não poupar em aconchego
Mas também não ser chiclete
Pode usar a internet
Todo tipo de chamego
Não sufoque neste apego
Nunca ir de zero a cem
Mas não esquecer porém
Dessa flor sempre regar
A receita pra durar
Quando nós queremos bem
III
Aturar a TPM
Como coisa passageira
Passa logo e é besteira
Só um tolo isso teme
Depois ela chega e geme
E o chamego indo além
Grande amor isso contém
Sabe sempre renovar
A receita pra durar
Quando nós queremos bem
IV
Exercer a paciência
E saber dizer um não
Sem arroubos de um machão
E com toda sapiência
Sempre agir com consciência
Mas com emoção também
Sem ficar nunca aquém
Quando ela lhe atiçar
A receita pra durar
Quando nós queremos bem
V
Pois mulher tem seus mistérios
E tem fases como a lua
Cuide de cuidar da sua
Nunca diga os impropérios
Os amores casos sérios
Nada mesmo os detém
Quem percebe e se atém
Como bem lhe cultivar
A receita pra durar
Quando nós queremos bem
VI
Pra dar certo e ser bonito
Fale como em poesia
Como doce melodia
Pra o amor ser bem escrito
Cada gesto é com um rito
Onde o carinho vem
Nosso afeto ele retém
Cada dia a conquistar
A receita pra durar
Quando nós queremos bem
VII
Não existe nada eterno
Infinito enquanto dure
Que amor se assegure
Ser o céu não o inferno
Com seu toque lindo e terno
O amor nos faz refém
O seu fruto é um neném
Pro planeta povoar
A receita pra durar
Quando nós queremos bem
VIII
O amor não é prisão
Só pra quem é possessivo
Que alguém se faz cativo
A viver na obsessão
O ciúme a mais então
No sossego que intervém
Atormenta um outro alguém
Com seus modos de gostar
A receita pra durar
Quando nós queremos bem
IX
Mas amar é ser liberto
É melhor coisa do mundo
Sentimento indo a fundo
Nunca vai virar deserto
É deixar o mundo aberto
Não escravizar ninguém
Se ela for votar no DEM
Mesmo assim não vão brigar
A receita pra durar
Quando nós queremos bem
X
Ao falar pra bem amada
É preciso ter o dom
Entoar no mesmo tom
De uma forma delicada
Em você ficar ligada
Como um vagão de trem
Não precisa ter harém
Basta uma pra se amar
A receita pra durar
Quando nós queremos bem.

Poeta





Fazer versos neste mundo sem tramelas
Como voa passarinho sem gaiola
Liberdade que vem de uma viola
Ponteando canções tão nobres belas

Estes versos que podem ter querelas
Mesmo assim os tira da cachola
Ver a vida que é a grande escola
Ser poeta pintar com frases telas

Versejar por vontade por ofício
Que não é com certeza sacrifício
Pra quem tem pra criar essa energia

Ser usina de força o pensamento
Ser poeta é todo encantamento
De quem busca no verso a alforria.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Vivências recentes no agreste de Pernambuco.




Seguramente o homem é o lobo do homem, muito se aproveitam da fragilidade de outrem pra se darem bem em cima. Cerca de um ano e meio atrás eu estive em Garanhuns com estudantes membros da União dos Estudantes de Pernambuco numa atividade deles chamada Caravana Cultural na qual eles desenvolveram atividades de discussão de assuntos pertinentes ao universo de questões do ensino superior no Brasil. Grande Recife, Vitória de Santo Antão, Caruaru, Garanhuns , Arcoverde e Petrolina foram os destinos escolhidos pelos gestores da entidade a serem visitados nas mais variadas escolas de ensino superior tanto públicas como privadas. Eu fui como atração cultural e até escrevi um folheto de cordel acerca dos temas que a caravana cultura pretendeu discutir com as comunidades acadêmicas que ela visitou.

Em Garanhuns foi minha parada final, ali completei o número de apresentações do meu contrato com eles, precisei pernoitar ali mesmo para retornar ao Recife dia seguinte. Estava com meu equipamento de som do lado, de forma que seria de bom alvitre que me hospedasse o mais perto possível da estação rodoviária da cidade. Foi o que fiz, cheguei numa modesta hospedaria para dormir, paguei R$ 15,00 para tal, um jovem rapaz me pergunta de cara se sou solteiro ou casado, ao saber do meu estado de solteiro me oferece a possibilidade de uma companhia feminina remunerada para passar aquela fria noite da cidade das flores. Era menor de idade a criatura, tinha 15 anos, que o rapaz intermediava pra mim na sua incipiente cafetinagem de baixa renda. Recusei a aventura legal e moralmente condenável e fui dormir na hospedaria, ou pelo menos tentar, já que o fundo sonoro da noite foi justamente os textos, funga-funga e geme-geme de um cabra no quarto ao lado com uma dessas mocinhas agenciadas pela hospedaria popular.

Volto a Garanhuns para três dias no XX FESTIVAL DE INVERNO, contratado pela FUNDARPE para ministrar minha oficina de literatura de cordel nos dias 18, 19 e 20 de julho. Ao cabo do primeiro dia, sigo muito cansado do primeiro dia de jornada, justamente para esse mesmo local de várias hospedarias vizinhas da rodoviária, em face do orçamento posto pela minha produtora que negociou minha excursão. Para meu espanto converso com o dono de uma pousada e esse me diz candidamente que parar dormir ali num dos modestos aposentos eu teria de desembolsar a módica quantia de R$ 100,00, ou seja, um ágio de cinco vezes mais do que costuma cobrar em tempos fora do festival de inverno. Ele diz que é por causa do festival, eu naturalmente recusei e ainda disse pra ele antes de ir embora: - eu até toparia dormir aqui por 100 reais, mas só se viesse uma rapariga de brinde. E saí rindo do absurdo e da cara irada desse imbecil subdesenvolvido sem noção.

Fui pra rodoviária matar a tremenda fome que me dava naquela hora, disposto a telefonar para um amigo que tenho na cidade para pedir socorro. Durante a refeição tive a solução com que um raio em minha mente, perguntei ao gentil dono do modesto restaurante da rodoviária qual era a cidade mais próxima onde poderia achar uma pousada que coubesse no meu orçamento. Comprei uma passagem para Lajedo, a cidade que me recomendaram, na estrada, na primeira parada que o ônibus que iria pra Recife parou vi um enorme letreiro escrito dormitório, numa simpática construção branca de um andar contígua a um posto de combustíveis automotivos. Foi lá que parei, em Jupi, pequena e simpática cidade do agreste, na qual pernoitei todos os dias em que trabalhei no XX-FIG. Ao lado um restaurante muito decente onde comi mais um pouco, pois a fome ainda demandava por comida, depois, fui negociar com o frentista do posto, responsável pelo contrato da hospedaria em questão.Um confortável aposento ao preço de R$ 20,00 me foi ofertado, limpo , aconchegante, com banho quente e uma TV ligada numa eficiente parabólica que dava acesso a dezenas de canais bons e muito ruins. Isso tudo sem me oferecerem uma rapariga menor de idade para esquentar as três noites gélidas em que pernoitei na simpática e acolhedora cidade de Jupi.

ALLAN SALES

sábado, 10 de julho de 2010

Preconceito irracional/Contra o Povo Nordestino



I
Essa corja de racistas
A dizer tantas asneiras
Festival de baboseiras
Coisas de neonazistas
Esses tais separatistas
De pensar tosco e suíno
Um falar porco e ferino
Coisa de débil mental
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino
II
Tantas frases infelizes
Postam na comunidade
A beirar insanidade
Idiotas seus matizes
Ódio de torpes raízes
Levam ao triste destino
De nazista um figurino
Pois tem ódio racial
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino
III
Nordestino que migrante
Construtor deste país
Povo que possui raiz
Por aí seguiu avante
Preconceito neste instante
Deste modo tão canino
Todo pústula eu defino
Por sujeito bestial
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino
IV
Esse tosco preconceito
Irreal sem fundamento
Como falso pensamento
Mostrar um mental defeito
A causar tão triste efeito
Contra um povo peregrino
No trabalho um paladino
Pela glória nacional
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino
V
Nordestino que migrou
Pra buscar melhores dias
Palmilhou nas rodovias
Desta terra que arribou
Noutras terras se firmou
Na cultura um grande tino
Povo forte e genuíno
Brasileiro e original
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino
VI
Nordestinos têm cultura
Pela nacionalidade
Que possui a identidade
Tem também literatura
Preconceito não se atura
Todo grande desatino
Ao falar um verso assino
Meu repúdio visceral
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino
VII
Preconceito de imbecis
Frases da ignorância
Prepotência e arrogância
De contornos torpes vis
Argumentos pueris
Como os quais não me afino
Com repúdio determino
Por saber coisa ilegal
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino
VIII
O pensar dos idiotas
Julgam ser superiores
Tão senis todos pendores
A postar porcas lorotas
Pra ferrar essas patotas
Eu começo e não termino
No cordel aqui assino
Por meu povo fraternal
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino
IX
Essa corja é prepotente
Tem visão de ignorante
Neste modo arrogante
Descabida é insolente
Desprezando nossa gente
Que é um povo lindo e fino
Seja Zé ou Severino
Nordestino é sem igual
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino
X
Preconceito descabido
No ORKUT que nós vemos
A nojeira que nós lemos
Deixa um estarrecido
Todo triste acontecido
No cordel aqui rumino
Tem miolo de um girino
Essa corja tão boçal
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino
XI
Deserdados pelas cheias
Fora sim achincalhados
Por um bando de malvados
Com palavras muito feias
Do bom senso perdem peias
Preconceito é assassino
Delinqüente mais ladino
Canalhice é colossal
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino
XII
Mas fedidos seus babacas
Nós não somos ó canalhas
As postagens tristes falhas
Dessa corja de panacas
Vou em vós fincar estacas
Deste verso que eu opino
Preconceito é do cretino
Decadente sem moral
Preconceito irracional
Contra o povo nordestino

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Muito além dessa cultura Patriotária de chuteiras



I
Meu Brasil pra mim é mais
Que marmanjos pebolistas
É Brasil que faz conquistas
De feições mais culturais
É Brasil, Brasil demais
Nossas faces brasileiras
Dessas gentes que guerreiras
É Brasil de era futura
Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras
II
É Brasil de educador
É Brasil inteligente
É Brasil bem diferente
Vida de trabalhador
Braço de agricultor
E das mãos que tão obreiras
É Brasil lindo das feiras
Cuja alma assim fulgura
Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras
III
Que se danem os venais
Mercenários desportistas
Dirigentes vigaristas
E TVs comerciais
Dos Galvões tão guturais
Exalando só leseiras
Puxas saco dos teixeiras
Cartolagem obscura
Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras
IV
Circo quadri anual
Pra vender tudo que vende
A TV geral se rende
Neste circo tão venal
Liga tudo no canal
Emoções patrioteiras
Falas tão interesseiras
Patrocínio que se atura
Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras
V
Meu Brasil vai mais além
De paixão quando tem copa
Patriota sim que topa
Do Brasil que sabe bem
Um Brasil a mais que tem
Dessas coisas tão fuleiras
Emoções tão passageiras
Que num mês somente dura
Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras
VI
Seleção de mercenários
Vendedores de cerveja
Dunga fica no ora veja
Hoje fora dos cenários
Coitadinhos dos canários
Viram verde amareleiras
Quando vem pernas matreiras
De Holanda dando duras
Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras
VII
Neste solo africano
Vimos sim esse vexame
Holandês que nem exame
Seleção foi pelo cano
Sem o besta do Elano
Sem Kaká bolas certeiras
Ó Galvão quantas asneiras
Meu ouvido ainda atura
Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras
VIII
O Brasil que deu Pelé
Deu Garrincha deu Tostão
Nos deu Zito um cracão
Jairzinho bom no pé
Se com Zico não pôs fé
Corro dessas choradeiras
Todas as paixões boleiras
Dormem em salas escuras
Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras
IX
Quem levou a laranjada
A cambada do tal Dunga
Holandês jogando tunga
Jabulani a enrabada
Uma azul amarelada
Inté mais as baboseiras
Entrevistas costumeiras
Toda sorte de grossura
Vade retro essa cultura
Patriotária de chuteiras
X
Nem Kaká e nem Robinho
Nem também o Fabiano
Dunga entra pelo cano
Sem Neimar sem Ronaldinho
Sem o Ganso um danadinho
Dois a um bolas ligeiras
Jabulanis traiçoeiras
Toda empáfia assim se cura
Vade retro essa cultura
Patriotária de chuteiras