sábado, 5 de março de 2011

Lobo Homem



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I
Radicais tem demais em todo canto
Tem cristão muçulmano tem budista
Tem judeu muito fundamentalista
A causar o terror e muito espanto
Dominar oprimir e outro tanto
Opressor diz que tem toda razão
E pra isso usa até religião
Espalhar sua fala em ressonância
Lobo-homem caça outro por ganância
Pouco importa seu deus e a tradição
II
Nos impérios seus atos mais tiranos
Pra tomar tantos bens modos cruéis
Dominar exibir os seus lauréis
Assim foram muitos gregos e romanos
Europeus e também americanos
Por aqui a fazer a exploração
As riquezas do mundo em pouca mão
O poder deles tem tal arrogância
Lobo-homem caça outro por ganância
Pouco importa seu deus e a tradição

III
Lobo homem cruel é um predador
Assassino senil do semelhante
Usurpar seu irmão é um arrogante
Assim é no poder um ditador
Seu poder imoral de um opressor
Promovendo no mundo a exclusão
Pra matar muitos mais de inanição
A moral não é sua substância
Lobo-homem caça outro por ganância
Pouco importa seu deus e a tradição
IV
Opressor que não tem moralidade
A roubar o futuro das nações
Promover com tal mil exclusões
Pesadelo cruel pra humanidade
Lobo homem que tem ferocidade
A negar liberdade em muito chão
Guerrear para a paz dizendo não
A mentir e negar em toda instância
Lobo-homem caça outro por ganância
Pouco importa seu deus e a tradição

V
Ô mundão desigual tão violento
Poucos tem por aqui um bem estar
Maioria do mundo a suplicar
Pela paz pela vida e o alimento
Opressor empregando o armamento
Sua voz pelas balas de um canhão
Seu poder lastreado em repressão
Seu falar de mentir com petulância
Lobo-homem caça outro por ganância
Pouco importa seu deus e a tradição
VI
Predador doutro homem que é igual
Mas assim seu poder vem e oprime
Cercear o pensar que assim suprime
Pra mandar de uma forma bestial
Militar por detrás o seu chacal
Pra manter tão cruel dominação
E pilhar os recursos da nação
E causar a exclusão tal discrepância
Lobo-homem caça outro por ganância
Pouco importa seu deus e a tradição

VII
Jeová ,Deus, Alá ,Buda qual nome
Vão usar toda crença pra oprimir
O direito de tantos suprimir
Espalhar a miséria e muita fome
Consciência maior nunca nos some
Nem nos turva pensar e ter visão
Os tiranos do mundo tem feição
Da cruel desumana dominância
Lobo-homem caça outro por ganância
Pouco importa seu deus e a tradição
VIII
Fanatismo que usam pra levar
Povaréu pelo escuro das mentiras
Espalhar pelo mundo tantas iras
Aparato que tem com militar
Reprimir cercear para explorar
Imprimir por aí a lei do cão
Seu penar substrato da opressão
Que não tem na verdade relevância
Lobo-homem caça outro por ganância
Pouco importa seu deus e a tradição

IX
Opressores do mundo são iguais
São vampiros cruéis da raça humana
Tem a fé na força mais tirana
Seu respaldo seus cães seus generais
Vão querer ouros pedras capitais
Pra manter seu poder de dar vazão
Aos instintos senis da danação
São razão da humana mendicância
Lobo-homem caça outro por ganância
Pouco importa seu deus e a tradição
X
São venais e prepostos dos impérios
Ditadores que são vis assassinos
Estes são seus poderes mais suínos
Os problemas que criam são bem sérios
Vão encher de famintos cemitérios
Seu poder se traduz em exploração
O fascismo dos tais é sem noção
Querem povo sempre na ignorância
Lobo-homem caça outro por ganância
Pouco importa seu deus e a tradição

Peleja Virtual

UM BELO DUETO: HELENO ALEXANDRE (SAPÉ-PB) & ALLAN SALES (RECIFE-PE)

Allan
Pra cantar desafio de primeira
É preciso estar bem preparado
Ter um verso na mente bem botado
E assim pontear e sem besteira
A viola que chega bem brejeira
Você dá no poema a pulsação
E assim vai mostrar sua canção
Como canta tão belo um sabiá
Quando canta um poema você dá
Uma aula de interpretação

Heleno
Você quando dedilha o instrumento
Pra cantar um poema de amor
Sinto a melodia ter sabor
Como a massa do o pão possui fermento
Você toca, tocando o sentimento
Sua voz alimenta o coração
E pra quem sofre problema de paixão
É o remédio mais eficaz que há
Quando canta um poema você dá
Uma aula de interpretação

Allan
Um poema que vem na voz de Heleno
Vem assim com a força bem ligeiro
Alexandre é bom ,bom violeiro
Pra fazer seu som galope sempre pleno
Pra cultura da gente faz aceno
E deixar versejar em profusão
Pois quem faz bom poema com razão
Canta aí canta lá eu canto cá
Quando canta um poema você dá
Uma aula de interpretação

Heleno
Mais de trinta colegas me disseram
Que você é uma grande referência
E na cultura que seja uma potência
Dez cidades no mínimo o consideram
Suas aulas me música me fizeram
Eu ser bom ao fazer composição
Felizmente aprendi sua lição
E estou apto pra arte desde já
Quando canta um poema você dá
Uma aula de interpretação

Allan
Zé Limeira baixou em mim um dia
E eu fui lá cantar num cabaré
Com Heleno poeta do Sapé
Que doidão sempre errava o que dizia
Pois Heleno doente de azia
Me pediu pra beber um alcatrão
Eu neguei dei-lhe duas com limão
Tira gosto foi peba com cajá
Quando canta um poema você dá
Uma aula de interpretação

Heleno
Pena que o governo não investe
Nessa sua real sabedoria
Professor entre os bons você seria
E quem achar que é mentira faça o teste
Sua música tem sido no Nordeste
O orgulho maior da região
Com destaque em Sergipe e Maranhão
E seu Estado de origem o Ceará
Quando canta um poema você dá
Uma aula de interpretação

Allan
Um governo que caga na cabeça
De quem é como nobre meu poeta
Um governo que não cumpre a meta
E talvez esse povo não mereça
O futuro poeta que aconteça
Traga assim novo rumo pra nação
Onde nós no poema e na canção
Pra fazer como faz um carcará
Quando canta um poema você dá
Uma aula de interpretação

Heleno
Muitas aulas pra mim você tem dado
Até Deus elogia o seu serviço
Sou poeta, mas foi por conta disso
Que Hoje em dia eu me sinto diplomado
Com certeza será capacitado
Qualquer um que passar por sua mão
Terá carta de recomendação
E sendo empresa, emissão de alvará
Quando canta um poema você dá
Uma aula de interpretação

Torto afeto

Um gostar que possui assimetria
A deixar muita alma em desalinho
A sonhar mendigar até carinho
Onde a luz não existe em cada dia

E ficar na maior melancolia
Só ver pedras por todo esse caminho
Sem a taça do sonho deste vinho
Que embriaga sutil nos contagia

Este amor nos renega e é tirano
E só traz o sofrer em todo plano
Tira o chão e até o nosso teto

Um amor que não vai tornar-se pleno
Só faz mal e da alma é um veneno
Pra quem é um refém de torto afeto

ALLAN SALES

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Amigos da Vila do IPSEP.

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Nos anos 70 era a Vila do IPSEP o local para onde eu me dirigia para meus lazeres e vida social que tive dos meus 14 anos até por volta dos 25 anos quando arribei de casa pro mundo. Lá eu tinha meus colegas de peladas de futebol, os parceiros das memoráveis pelejas de xadrez, porém, com o advento de minhas inserções no mundo do violão, por volta de 1978, é que ampliei bastante meus contatos com gente engraçada e divertida deste ambiente. Dos parceiros de xadrez, havia o Ronaldo, um cara muito estudioso, fez escola técnica e passou num dos vestibulares mais concorridos da época: o de engenharia elétrica da UFPE. Tinha mais dois irmãos Romero e Ricardo, ambos também afeitos ao gosto pelos os estudos, Ricardo, o mais velho, estudou química na UFPE, foi morar em Petrolina para trabalhar e por lá mesmo noivou e encomendou seu casamento, para desgosto da sua mãe que não gostava da futura nora. Mas isso não vem ao caso.

Havia um cara engraçadíssimo que morava na Vila Mauriceia: o Gilson, um mulato magro e enorme, escrotíssimo, tomador de cachaça e também tocador razoável de violão, gostava das músicas da dupla Toquinho e Vinícius, coisa que foi o nosso ponto de intersecção, sendo mote da nossa empatia e amizade. Gilson era comerciário, estudara em escola pública deficitária e tentara sem sucesso vestibular para medicina várias vezes. Ele era trabalhador e gostava demais da farra, passamos muitas noites em claro pelos botecos do bairro tocando e cantando, assim como promovendo toda sorte de molecagens e até algumas arruaças.

Uma vez ele me chamou pra me mostrar uma música sua que compusera em parceria com mais dois colegas, um brega engraçadíssimo chamado CHIFRADA EM TRAVESSEIRO, um troço escroto demais e com uma veia de humor escatológico impagável. Eu de pronto incorporei ao meu repertório, doravante, nas centenas de serenatas que fiz pra meus amigos inúteis de classe média babaca e consumista eu cantava essa pérola. Virou um “hit” já que muitos amigos que tocavam violão também a incorporaram, sendo até gravada e feito parte de shows de algumas bandas de garagem de mauricinhos que existiam como verdadeira epidemia no Recife dos anos 80.

Tanto Gilson, como Ronaldo e Ricardo eram conhecidos entre si e eventualmente se encontravam para fazer farra. Tínhamos muitos amigos em comum na vila, todo mundo se conhecia, jogava bola junto e enchia a cara quando aparecia oportunidade, sempre ao som dos nossos violões que eram presença obrigatória nestas ocasiões. Numa segunda-feira, eu acordara por volta das 11h da manhã e começava a me preparar pra ir para a universidade, minha avó tinha o hábito de ouvir rádio na maior altura, passava naquela hora as broncas policiais da cidade.

Ouvi no rádio uma notícia que um veículo Opala laranja, evitando colisão com uma moto batera com outro, perdera o controle e caíra no canal do mangue na Antônio Falcão, vindo a falecer todos os quatro ocupantes do veículo. Ao dizer os nomes dos falecidos, eu me liguei num nome bem familiar: Gilson José da Silva, que era o nome do nosso pândego amigo, não consegui ouvir os demais nomes. Um sobrenome tão comum, assim como o nome do colega, julguei ser um homônimo, coisa perfeitamente possível, mas bateu aquele sexto sentido em mim. Resolvi dar uma passada na vila para saber se era ele, antes de chegar em sua rua, passa por mim o seu irmão mais velho com os olhos vermelhos de tanto chorar, era ele mesmo. O irmão disse-me assim: - vai ser no Parque das Flores às 15h o enterro dos meninos. Eu perguntei quem eram os outros, ele me disse: Ronaldo e Ricardo e Luizinho o primo deles, que eu não conhecia. Eu gelei na hora, acabara de perder de uma só vez três chapas meus, pessoas finíssimas e pra cima , na flor da juventude, Ronaldo já formado e indo trabalhar numa grande empresa, Ricardo prestes a se casar, viera ao Recife tratar dos detalhes da cerimônia de casamento.

Foi triste demais ver aquele funeral coletivo, Gilson completamente deformado, segundo testemunhas, ainda tentara sair do Opala, mas ficou preso debatendo suas pernas pra fora da janela, o carro ficar virado de rodas pra cima e os amigos não tiveram a menor chance. Eles fizeram uma farra praieira e voltavam pra casa para que o Ricardo levasse sua mãe no seu carro para festa de fim de ano da escola de sua irmãzinha caçula. Uma linda colega nossa, que morava na mesma rua dos dois irmãos, estava no funeral e disse que escapou de morrer naquele dia porque recusou a carona pra casa por querer pegar mais um pouco de sol. Tempos depois, fiquei amigo do Romero, irmão mais novo do Ronaldo e Ricardo, que era menino demais nesses tempos para andar conosco, aprendera a tocar violão e baixo e tornou-se uma das melhores companhias que tive durante os dois anos em que saí de casa e morei na Vila da SUDENE.


ALLAN SALES

Pão e Circo

Eduardo Campos, reeleito com o maior percentual de votos do Brasil, governa um estado que tem um crescimento econômico maior do que a média do resto do país. Tem uma base parlamentar favorável,apoio de prefeitos da RMR, aliado da presidenta, a oposição sem força para se interpor entre ele e seus projetos, céu de brigadeiro total.

No campo da cultura teve problemas na FUNDARPE fruto de investigações do TCE, tomou providências, pondo na pasta um nome respeitável e consenso na classe artística para por ordem na casa. Agora vem o carnaval, ele e seus aliados municipais promovem uma série de atrações musicais nada recomendáveis em termos de bom gosto estético, algumas delas, porém festejadas pela mídia fabricante de sucessos de marketing musical, além das atrações nacionais, pagas em valores nunca pagos para as atrações locais.

É claro que eles não estão pensando em agradar à classe média urbana mais culta, que não aprecia esse tipo de atração, classe média bairrista que chega até a chamar de estrangeiros os artistas contratados nesta leva em nome do genérico multiculturalismo criado pelos gestores da cultura. O eleitorado deles são as classe “D”(a turma das bolsas sociais” e a classe “C” (que migrou da classe D e hoje forma a nova classe média consumidora), é pra esses que esse carnaval transgênico deverá ser feito e na certa vai agradar em cheio ao gosto massificado desse povo.

Fizeram esta escolha, os detratores falam em superfaturamento, caixa dois, essas coisas, sempre falarão coisas assim, nada de novo no front. A classe média indignada é dividida, uma parte é e sempre foi demo-tucana não causará baixas eleitorais, a outra parte que simpatizante e eleitora dos cabras, creio que não migrará em peso por causa do carnaval para o lado do povo de Jarbas-Maciel.

Pão e circo meus caros amigos artistas que por hora vão protestando indignados com esse novo feito dos poderosos de plantão. O poder no Brasil, não importa a cor ideológica, sempre tratou artes e artistas de forma ultilitarista, nisso os conservadores e os populistas são iguais, os revolucionários ainda não vi nenhum deles no poder. Quando estavam na baixa nos anos mais duros, eram as atrações culturais que agregavam valor aos comitês e campanhas. Agora perderam a utilidade, já que eles tem poder em todos os níveis, quase hegemônico, não precisam do DNA das raízes para justificar e dignificar as coisas.

A lógica do marketing fala mais alto, cacifes são postos em jogo, já vi esse filme em pequena escala quando um deles, delirando e embriagado pela vitória, teve a brilhante idéia de contratar para as festas de fim de ano Sandy e Junior. O argumento era que as pessoas mais pobres não tinham como assistir a dupla teen no Chevrolet Hall, deve ser a mesma lógica, já que não dá pras classes C e D viajarem pra brincar em Salvador, eles trazem os baianos pra divertir essa gente e ganhar seu suado dinheirinho de nossos impostos.

Mas 2012 está bem perto, tenho certeza que muitos artistas preteridos que hoje protestam irados demais, na certa cortejarão os representantes deles viáveis eleitoralmente para fazer jingles a preços módicos, virar cabos eleitorais, etc. e assim, poder estar perto dos que se sentam à mesa do banquete do poder em busca das suas migalhas, na esperança de um futuro afago da nova casa grande. Esse filme eu já vi antes também.

ALLAN SALES

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ecos da contemporaneidade neo-mítica segundo Allan Sales.

Aqui no Nordeste o povo cultua como mitos um padre escroto e um bandido: Padim Ciço e Lampião.Acredita na santidade de um e no heroísmo do outro.

Eu fiz uma música nova hoje.
Propondo o resto país cantar uma música sobre outros padres escrotos e bandidos famosos.

Fiz três duplas de padre com bandido. Quem sabe assim o resto do país não adere à nossa moda esquisita de louvar figuras bizarras no lugar de gente como: Frei Caneca, Zumbi dos Palmares, Antônio Conselheiro, Delmiro Gouveia,Dom Hélder, General Abreu, que fizeram coisas bem mais interessantes que o padre mundano do Juazeiro e o ladrão e assassino arrochado de Serra Talhada.

I-
São dois cabras da peste que eu quero falar
O Padre Marcelo Rossi e Fernandinho Beira Mar

Fernandinho Beira Mar
Fez um monte de besteiras
Foi fazer uma parada
Com as FARC guerilheiras
A volante na Colômbia
Prendeu ele de bobeira

O Padre Marcelo Rossi
Que é gente muito fina
Um rapaz tão delicado
Dizem que é uma menina
Papa Bento acha esquisito
Essa Xuxa de batina

II-
São dois cabras da peste que na gente metem medo
Um deles é o Marcola o outro Padre Quevedo


Esse tal Padre Quevedo
Gosta de entortar colher
Fala mal de xangozeiro
Diz que é de Lúcifer
Detonando os macumbeiros
Também Chico Xavier

O Marcola de São Paulo
É famoso na TV
Hoje mora em Catanduvas
Por causa do PCC
Mas dentro da cadeia
Manda botar pra fuder

III-
São dois cabras da peste eu falo e não minto
Um deles Paulo Maluf e outro é o Padre Pinto

O Maluf é um ladrão
Na cadeia não se enrola
Padre Pinto é dançarino
Desmunheca e cantarola
Se Maluf é um salafrário
Padre Pinto é um boiola.

ALLAN SALES

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pingue-pongue pela internet.

Recebi isso da parte de uma amiga recentemente:


Estou colocando aqui, para você, a minha mais recente crônica para o jornal Voz do Planalto, do estado de Pernambuco.
Se concordar com o que escrevi, está livre para repassar.
Sei que haverão discordâncias e, se você está entre os que discordam, não se aborreça por ter lhe enviado. Faz parte da Democracia e é salutar receber, ler e discordar, se for o caso.
Com meu abraço,
Jade


DEMOCRACIA É LIBERDADE DE IMPRENSA E ALTERNÂNCIA DO PODER

Sou arquiteta, não exerço nenhuma atividade política, não tenho formação em Direito.
Com esta colocação, declaro que esta é a uma análise pessoal, enquanto cidadã brasileira, quanto aos candidatos da próxima eleição, com a maior isenção possível, remetendo aos meus sentimentos sobre dois princípios básicos no conceito de Democracia Pura:

- a necessidade de alternância de poder
- a liberdade de pronunciamento, direto ou indireto, de forma oral ou escrita, sem intervenções.

A liberdade de imprensa, se habilmente podada, constitui grave perigo a uma sociedade democrática, amordaçando-lhe os direitos e liberdades públicas à livre manifestação.
A possibilidade de tal acontecimento durante o poder de qualquer dos candidatos deve ser analisada cuidadosamente por cada eleitor.

Quanto à alternância de poder, trata-se de um método saudável e eficaz para reciclar e analisar cada um dos poderes enquanto em atuação, além de encaminhar aquele provisoriamente afastado a um caminho salutar de humildade e auto-análise, recordando-lhe que é o povo e não o poder quem manda em uma nação democrática.
Qualquer poder mantido por um período distendido dará ensejo, fatalmente, ao vício de permanência absoluta.
Esta é outra análise a ser feita antes de votar e delegar este poder.

A manutenção destes princípios deriva, essencialmente, da maior ou menor maturidade de um povo perante o ato político, sua capacidade de informação e análise, muitas vezes habilmente manipulada por tendências direcionadas a distorcer fatores culturais, através da publicidade política, exibindo mudanças radicais no que vinha sendo antes apregoado - por aquele mesmo candidato -, através de lobbies inteligentes, visando a permanência do poder ou a conquista dele.
O retrospecto e análise sobre as antigas colocações desses mesmos personagens é uma posição madura perante suas próprias decisões políticas. Um caminho coerente para não se permitir manipular.
A palavra escrita e falada, devidamente arquivada, não pode ser apagada e este é um direito da imprensa livre.

©Jade Dantas
Arquiteta




Resposta de Allan Sales:
Pois é.Alternância no poder é bom. Passamos 500 anos de modelo totalmente excludente.Chegamos à república e até 2002, os descendentes dos donos das capitanias mandaram absolutos, depois, deixaram um homem do povo chegar ao poder. É bem verdade que não mudou essencialmente o caráter excludente, racista e economicamente perverso da sociedade brasileira.Fez uma gestão macro econômica competente, houve imoralidades por parte de alguns aliados, nada que o fizesse cair dos seus 80% de aprovação.Fez políticas afirmativas, e um tímido ensaio de distribuição de renda com as políticas de compensação, que tiraram 32 milhões(uma Argentina) da miséria. Falta muito ainda.

Essa alternância, eu só farei por um poder realmente revolucionário que faça a reforma agrária, que dê acesso irrestrito ao ensino em todos os níveis ao povo brasileiro e que democratize os meios de comunicação findando como o monopólio dessa mídia porca, tendenciosa e reacionária que apela pra tudo pra eleger as velhas oligarquias na figura do Sr José Serra.
A grande mídia brasileira é a coisa menos qualificada pra falar de democracia, ela é preposto dos interesses mais retrógrados e mesquinhos, é democrata até o momento em que os interesses e privilégios de uma minoria não são questionados. Aí ela passa a ser golpista, com expedientes dessa natureza, desqualificando quem mexeu, ainda que timidamente na estrutura de iniquidade social e econômica que é a sociedade brasileira.

Enquanto não vem o nosso Mao Tsé Tung tupiniquim, ou algo similar, voto por redução de danos , naqueles que menos mal vão nos causar. Serra não é alternância de nada, seus patrões da casa grande passaram tempo demais no poder , agora é a vez da senzala tentar fazer a parte dela.Isso é a verdadeira alternância de poder. 502 anos deles contra apenas 8 de outro modelo,acham muito 8 anos de governo populista com sensibilidade social?

Tucanos? Agora somente quero ver no jardim zoológico de Dois Irmãos.

ALLAN SALES.