quarta-feira, 2 de abril de 2008

A FILIAL DO INFERNO



I
Juscelino que plantou
No planalto país
Torta quenga meretriz
Em 60 ela brotou
O país sempre ferrou
É nosso garrote vil
Onde o poder civil
A roubar usando terno
A filial do inferno
Tão distante do Brasil
II
És Brasília prostituta
Um bordel da burguesia
Cancro da cidadania
Com tanto fela da puta
És venal senil astuta
Ao potentado é servil
O povo que construiu
Ficou fora do moderno
A filial do inferno
Tão distante do Brasil
III
Um Brasil tão miserável
Que não come mordomia
Um Brasil sem fantasia
Um Brasil abominável
Aí tudo é vendável
Me tratas por imbecil
A miséria que explodiu
É arder em fogo eterno
A filial do inferno
Tão distante do Brasil
IV
Senadores são reaças
Deputados falastrões
És um covil de ladrões
Pulhas de todas as praças
Maracutaias trapaças
Viado do Clodovil
Um senadinho senil
Do resto eu me consterno
A filial do inferno
Tão distante do Brasil
V
Brasília quenga nojenta
Com sua verborragia
A torta plutocracia
Essa batalha sangrenta
Poder podre que arrebenta
Que Satanás te pariu
Belzebu te conduziu
Te dando lápis e caderno
A filial do inferno
Tão distante do Brasil
VI
Os pulhas de toda parte
Repartem tua carcaça
Um boi que a malta traça
O butim que se reparte
Roubando com muita arte
Milhões bilhões que se viu
Mensalão distribuiu
Nessa lama não me aderno
A filial do inferno
Tão distante do Brasil
VII
Aí os trabalhadores
Gente séria e ordeira
Condena essa bandalheira
Bessow com seus pendores
Muitos brasis de valores
Em tua terra aderiu
Quem sem moral sucumbiu
Merece o frio do inverno
A filial do inferno
Tão distante do Brasil
VIII
Brasília és nossa Roma
Babilônia mais escrota
A tua elite marota
A moral jazendo em coma
Subtrai e nunca soma
E nunca porteira abriu
Poder que nos consumiu
Do passado ao hodierno
A filial do inferno
Tão distante do Brasil
IX
Um libelo te condena
Tal malta tão parasita
Tanta palavra maldita
Que tanto calhorda encena
Brasília se vale à pena
Matar assim com fuzil
Aquele que nos traiu
Teu dossiê encaderno
A filial do inferno
Tão distante do Brasil
X
Nas tuas tetas mutretas
Mamata desses barões
Os negócios de bilhões
São todas cruéis facetas
Os processos nas gavetas
À torta casta incivil
Amamentas tão gentil
Com o teu leite materno
A filial do inferno
Tão distante do Brasil

Um comentário:

Marcos França disse...

Oi Allan, primeiramente gostaria de elogiar seu trabalho. Estou sempre acompanhando inclusive pelo blog do papa Berto (Besta Fubana). Gostaria de saber se o meu blog (http://culturanordestina.blogspot.com/) poderia fazer parte dessa lista de links do seu? Trata-se de um blog voltado a divulgar os mais variados aspectos de nossa cultura popular nordestina e brasileira.
Grande abraço!