quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
UNIÃO DA EUROPA É PEIA...
União dos europeus
Nessa hora se incendeia
Alemanha afia as garras
Dona Merkel o pau arreia
E a massa mais plebléia
União ? não européia
União do euro é peia
A Espanha bem fudida
Portugal que não vai bem
Grécia com pouco vintém
Muita gente combalida
França busca uma saída
Tio Sam nem se aperreia
China faz a sua ceia
O Brasil só de platéia
União ? não européia
União do euro é peia
Os países na pendenga
Cai não cai Itália vem
Essa crise a quem convém
De Europa ver capenga
Bota OTAN em outra arenga
Tio Sam o caos não freia
E a merda ali campeia
De saída sem idéia
União ? não européia
União do euro é peia
Antes foi a soberana
Pelo mundo saqueou
Muito ela acumulou
E ainda hoje afana
Na pilhagem africana
Ela ainda põe areia
Pra fazer seu pé de meia
Nesta triste odisséia
União ? não européia
União do euro é peia
Ó Europa de piratas
De cultura refinada
O teu Euro dando em nada
E findando as mamatas
A direita com bravatas
Teu império não refreia
Se não já capitaneia
Ó Europa tu és véia
União ? não européia
União do euro é peia
Ó Europa bem armada
Legiões da tua OTAN
Aliada a Tio Sam
Ó Europa da cruzada
Pela crise ameaçada
E assim nada clareia
Tudo em volta incendeia
És cristã e não atéia
União ? não européia
União do euro é peia
És Europa dos fascistas
Dos xenófobos valores
Berlusconis teus senhores
És Europa dos nazistas
Europinha dos racistas
Melanina aí rareia
Sangue negro em minha veia
Te enfrenta ó centopéia
União ? não européia
União do euro é peia
Continente tão antigo
Fazedor de tantas guerras
E usurpador de terras
Quem será o teu amigo
Tem um monte de inimigo
E problemas em cadeia
Tudo que desencadeia
Tua ira não debréia
União ? não européia
União do euro é peia
Mas aí os emergentes
A servir de contraponto
Europeu ficando tonto
Com situações urgentes
E iradas tuas gentes
A revolta aí permeia
E por fora serpenteia
Grande China que é atéia
União ? não européia
União do euro é peia
Eu aqui faço cordel
Pra falar dos europeus
Arrogantes fariseus
A romper o seu cartel
Ao romper-se esse anel
Quem olhar de perto creia
Europeu hoje esperneia
E eu sorrindo faço gréia
União ? não européia
União do euro é peia
O Brasil vê isso tudo
Mas também preocupado
Europeu aprerreado
Pois deixou de ser sortudo
Eu aqui não fico mudo
Pois quem sabe não receia
Nem também se encandeia
Nem se vinga qual Medéia
União ? não européia
União do euro é peia
Europeu baixe sua bola
Pense assim no africano
No latino americano
Que o seu sistema esfola
E se teme uma degola
Seu passado triste leia
Crise hoje aí recreia
Modifique a sua idéia
União ? não européia
União do euro é peia
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Vernáculo
Quem escreve desse jeito
Português parco e ruim
Estuprando o idioma
Cuja asneira não tem fim
Tão carente de cultura
Só lhe falta é ferradura
E também comer capim..
Já dizia seu John Lennon
Com seus modos soberanos
Sobre o que a nossa vida
Pode ter tais desenganos
Pois as chances que oferece
Pois a vida é o que acontece
Enquanto fazemos planos
Lennon era arrojado
Com Yoko se casou
E os Beatles sepultou
Pra ficar feliz casado
Sendo ele assassinado
Desvarios mais insanos
Louco fã causando danos
E assim Lennon perece
Pois a vida é o que acontece
Enquanto fazemos planos
Um cantor vate da paz
Esse tal “peace and Love”
Até hoje nos comove
Lennon foi gente capaz
Desde jovem tal rapaz
Encantou americanos
Asiáticos chicanos
Todos lhe dedicam prece
Pois a vida é o que acontece
Enquanto fazemos planos
domingo, 23 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
DEMANDA REPRIMIDA
Respondendo pra uma amiga que algum sacana deixou molhadinha e não terminou o serviço que começou.
De deixar alguém na mão
Coisa que sempre apavora
Acender assim vontade
Que de nós se faz senhora
E de nós assim abusa
Vem agita, vai, não usa
Põe tesão e pula fora
ENGULHOS
POR MARCELO MÁRIO DE MELO
Me engulha ver no Nordeste cordelistas passadistas da metrópole
insistirem na temática da roça e cordelistas da roça chamarem beija
flor de colibri. Me engulha a caricaturização do matuto nordestino. Me
engulham peças publicitárias e eventos no centro da cidade em que se
fala em “arraiá” e “capitá” e se chama mulher de “mulé”. Me engulha a
heroicização de Lampião e dos cangaceiros. Me engulha a santificação
do padre Cícero e de Frei Damião. Me engulha o discurso do “cabra da
peste”. Me engulha o frevo lamuriento e saudosista com binóculos de
anteontem. Me engulha reduzir a cultura nordestina à cultura do
açúcar. Me engulha a seita gilbertofreyriana. Me engulha o
regionalismo sem antenas. Me engulham as igrejinhas culturais e
vitalícias bafejadas por jetons. Me engulham as subigrejas
alternativas pejadas de gurus e séquitos.
Me engulha a terminologia conservadora em que os patriarcas
empoderados são “probos” e as rebeliões do passado são epigrafadas
como “irredentismo”. Me engulha a copidescagem do passado para retocar
biografias. Me engulha a arrogância do “cientista político” emitindo
opinião comum com aura de verdade absoluta. Me engulham o racismo
disfarçado o elitismo disfarçado o autoritarismo disfarçado. Me
engulha a arrogância de gerações de netos e avós. Me engulham o culto
e o desencanto ante o passado. Me engulham o falso moralismo político
por parte dos corruptos e a transigência com a corrupção apoiada na
denúncia do falso moralismo político.
Me engulha o charlatanismo intelectual de mudar a terminologia e
continuar em óticas e práticas nos velhos moldes. Me engulha o culto
do meio termo com ar de maturidade e equilíbrio. Me engulha a
fraseologia edulcorada e sem quinas. Me engulha o uso elástico e
difuso dos termos “povo” “cidadania” e “elite”. Me engulha o
esquecimento da identidade de classe quando se trata de cidadania. Me
engulha a deformação do sentido da palavra radical e a renúncia à
radicalidade no verbo e na vida. Me engulha a retirada de cena da
palavra revolução.
Me engulham as bandeiras de orgulho ante-sala da arrogância. Me
engulham utopias dogmas e mitos políticos. Me engulha uma sociedade
modelo pedras de dominó enfileiradas guardadas em caixinhas iguais
trens seguindo nos mesmos trilhos espaços fechados sem jardins
plurais.
Me engulha ver no Nordeste cordelistas passadistas da metrópole
insistirem na temática da roça e cordelistas da roça chamarem beija
flor de colibri. Me engulha a caricaturização do matuto nordestino. Me
engulham peças publicitárias e eventos no centro da cidade em que se
fala em “arraiá” e “capitá” e se chama mulher de “mulé”. Me engulha a
heroicização de Lampião e dos cangaceiros. Me engulha a santificação
do padre Cícero e de Frei Damião. Me engulha o discurso do “cabra da
peste”. Me engulha o frevo lamuriento e saudosista com binóculos de
anteontem. Me engulha reduzir a cultura nordestina à cultura do
açúcar. Me engulha a seita gilbertofreyriana. Me engulha o
regionalismo sem antenas. Me engulham as igrejinhas culturais e
vitalícias bafejadas por jetons. Me engulham as subigrejas
alternativas pejadas de gurus e séquitos.
Me engulha a terminologia conservadora em que os patriarcas
empoderados são “probos” e as rebeliões do passado são epigrafadas
como “irredentismo”. Me engulha a copidescagem do passado para retocar
biografias. Me engulha a arrogância do “cientista político” emitindo
opinião comum com aura de verdade absoluta. Me engulham o racismo
disfarçado o elitismo disfarçado o autoritarismo disfarçado. Me
engulha a arrogância de gerações de netos e avós. Me engulham o culto
e o desencanto ante o passado. Me engulham o falso moralismo político
por parte dos corruptos e a transigência com a corrupção apoiada na
denúncia do falso moralismo político.
Me engulha o charlatanismo intelectual de mudar a terminologia e
continuar em óticas e práticas nos velhos moldes. Me engulha o culto
do meio termo com ar de maturidade e equilíbrio. Me engulha a
fraseologia edulcorada e sem quinas. Me engulha o uso elástico e
difuso dos termos “povo” “cidadania” e “elite”. Me engulha o
esquecimento da identidade de classe quando se trata de cidadania. Me
engulha a deformação do sentido da palavra radical e a renúncia à
radicalidade no verbo e na vida. Me engulha a retirada de cena da
palavra revolução.
Me engulham as bandeiras de orgulho ante-sala da arrogância. Me
engulham utopias dogmas e mitos políticos. Me engulha uma sociedade
modelo pedras de dominó enfileiradas guardadas em caixinhas iguais
trens seguindo nos mesmos trilhos espaços fechados sem jardins
plurais.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Dois pesos duas medidas
Falam mal do candomblé
Os fascistas fariseus
Criticando os rituais
Desses entes mais plebeus
Preconceito um estrupício
Não detonam sacrifício
Que também fazem os judeus
Os rastafaris da Jamaica tem na maconha seu elo de ligação com Jah, seu deus. Os católicos celebram sua santa missa com vinho.
Falar mal de qualquer crença
É a coisa mais bisonha
O tal etnocentrismo
Como coisa tão tristonha
Cada um com seu caminho
Os católicos com vinho
Rastafaris com maconha
Existe quem tem a fé
E em algo acredita
O ateu desacredita
Cada um faz o que quer
Mas a razão é mister
A toda hora convém
Existe o mal e o bem
Do destino as artimanhas
A FÉ REMOVE MONTANHAS
TERRAPLENAGEM TAMBÉM
Tem cristão tem muçulmano
Tem judeu e tem budista
Tem hindu e umbandista
Tem fanático e insano
Cada um tem o seu plano
É um grande vai e vem
O radical tem desdém
E fala coisas estranhas
A FÉ REMOVE MONTANHAS
TERRAPLENAGEM TAMBÉM
Falam mal do candomblé
Os fascistas fariseus
Criticando os rituais
Desses entes mais plebeus
Preconceito um estrupício
Não detonam sacrifício
Que também fazem os judeus
Os rastafaris da Jamaica tem na maconha seu elo de ligação com Jah, seu deus. Os católicos celebram sua santa missa com vinho.
Falar mal de qualquer crença
É a coisa mais bisonha
O tal etnocentrismo
Como coisa tão tristonha
Cada um com seu caminho
Os católicos com vinho
Rastafaris com maconha
Existe quem tem a fé
E em algo acredita
O ateu desacredita
Cada um faz o que quer
Mas a razão é mister
A toda hora convém
Existe o mal e o bem
Do destino as artimanhas
A FÉ REMOVE MONTANHAS
TERRAPLENAGEM TAMBÉM
Tem cristão tem muçulmano
Tem judeu e tem budista
Tem hindu e umbandista
Tem fanático e insano
Cada um tem o seu plano
É um grande vai e vem
O radical tem desdém
E fala coisas estranhas
A FÉ REMOVE MONTANHAS
TERRAPLENAGEM TAMBÉM
Assinar:
Postagens (Atom)




