( Poema psicografado por Allan Kardec do Nascimento Sales, pelo espírito zombeteiro de Gregório de Mattos)
Vai-te embora do Pasárgada
Ó tu amigo do rei
Lá tens o teu grande lero
Pra casa não volverei
Vai-te embora do Pasárgada
Vai-te embora do Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a gerência é uma loucura
De tal modo ingerente
Que Maria Joana Pantanha
Venha ser contraparente
Do Judas que nunca vive
E como farei projetos
Empenharei pra poeta
Montarei em bedel brabo
Subirei naquela escada
Tomarei café demais
E quando estiver cansado
Chamarei a estagiária
Pra me contar as histórias
Que nos tempos de estudante
O DCE vinha contar
Vai-te embora do Paságada
No Pasárgada tem tudo
É outra repartição
Tem um processo seguro
De impedir a demissão
Tem telefone automático
Tem cafezinho à vontade
Tem funcionárias bonitas
Para a gente azarar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá eleitor sou do rei —
Darei o voto que quero
Joãozinho eu escolherei
Vai-te embora do Pasárgada
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Eleições no Brasil

No Brasil nas eleições
Ainda tem voto comprado
Pra prefeito e deputado
Todo tipo de mandões
Por aí gastam milhões
Eleição qual caixa preta
Muito jogo de mutreta
E a coisa se agiganta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Por tijolo por cimento
Até chapa novos dentes
A votar tantos carentes
Com a mente de jumento
O seu voto faz fomento
Do atraso tal faceta
O canalha com a caneta
Vai levar vantagem tanta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
E depois de bem eleito
Eleitores esquecidos
Os acordos são rompidos
Já venceu ali o pleito
O canalha mais perfeito
É do Cão o estafeta
Muita grana na maleta
O povão ainda se espanta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Já deu voto muita gente
E depois arrependido
Quem votou bem iludido
De prefeito a presidente
Ele é burro ou inocente?
Pra deixar mamar na teta
Eleição velha punheta
Fala bem gente tão santa
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Os discursos moralistas
Caixa dois desses senhores
Os que são os salvadores
São no fundo uns fascistas
Tem os fundamentalistas
Que são sócios do capeta
Com seu visual careta
Onde seu discurso planta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
E os sócios de Jesus
Com a sua intolerância
Sua santa arrogância
Seu rebanho lhes conduz
Com seu cobre que reluz
Vão tocar nessa retreta
Não fim tem velha vendeta
Onde um velho galo canta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Pau mandado de empreiteiro
Porta voz de mafioso
Muito cabra ali seboso
Com um monte de dinheiro
Pobre povo brasileiro
Não anota em caderneta
Que lhe logra em carrapeta
Com mentira lhe imanta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Vão votar nos arrochados
Com discurso salvador
Querem sim um protetor
Bando de alienados
Pra depois vão enganados
Ficar fora da carreta
Vão do cão ouvir corneta
E aí o atraso canta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Esquerdista de araque
Com discurso muito antigo
Dando uma de amigo
Aplaudido pela claque
Vai depois vestir um fraque
Se fartar com costeleta
Com picanha e com chuleta
Seu banquete que lhe encanta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Defensor da natureza
Que se alia com a direita
Outra águia na espreita
Outro rei da esperteza
Ecológica defesa
Mas enchendo a caixeta
Veste verde camiseta
Se escolher nada adianta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Uma mídia submissa
Ao que tem mais atrasado
Um jornal manipulado
Uma VEJA qual carniça
No entanto a mundiça
Não percebe essa cruzeta
Como o voto dá chaveta
E depois se desencanta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
E também as pregações
Que se fazem nas igrejas
Outras vis sutis pelejas
Dessas manipulações
As gerais enganações
Vão fechar a maçaneta
E tudo que se prometa
Não fará tal sacripanta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Futebol e carnaval
Pão e circo e mais consumo
Pobre sempre leva fumo
Vota errado no final
E no pleito eleitoral
Mais escroto do planeta
Faz um demo na proveta
No poder algoz transplanta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Aleluia deus cartão
Consumir mais e melhor
E dever sempre é pior
E votar numa eleição
Esperara a salvação
E não ler aí gazeta
O poder vai dar gorjeta
Seu quinhão sempre suplanta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Olhadinha no passado
Só pra ver que o apóia
Ou então vai ter tramóia
Com o eleitor logrado
Mas se for assim ligado
Não vai aceitar peseta
Uma esmola ou muleta
Nem coxinha com uma fanta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
Um projeto de Nação
Ou projeto de colônia?
É pensar sem parcimônia
E buscar voz da razão
É só nossa a decisão
De não dar voto perneta
E dar uma de xereta
A pesquisa é sacrossanta
No Brasil tem muita anta
Que dá voto a picareta
AO AMIGO ZÉ RIPE
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Releitura poética filosófica de pensamento visto no facebook
Não eduque seu filho pra ser rico
Ensinar ser feliz assim convém
Pois o filho terá em bom futuro
E verá como isso lhe faz bem
Saberá do valor que tem as coisas
Não apenas o preço que elas tem
Ensinar ser feliz assim convém
Pois o filho terá em bom futuro
E verá como isso lhe faz bem
Saberá do valor que tem as coisas
Não apenas o preço que elas tem
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
mote extraído de soneto de Mariana Teles
Coração esse ente tão estranho
Que domina demais em nossa vida
A buscar na pessoa mais querida
Mas nem sempre a vida nos dá ganho
Muitas vezes ferida dor do lanho
Com distância presença mais amada
E assim é o fim de torta estrada
Nos abismos sombrios da paixão
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
Um amor que bandido tão cigano
Enganou minha mente em sentimento
E partiu por dizer nalgum momento
Em que foi para mim só desengano
Mas eu vou me deixar no mesmo plano
Aprendi vou viver noutra jornada
Pois a vida lição bem ensinada
Faz rever sempre nossa direção
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
A paixão é só fogo bem ardente
O amor combustível da fogueira
A paixão vem e vai é passageira
O amor de verdade é bem presente
A paixão é lampejo tão somente
O amor é uma força inexplicada
A paixão vem findar quando é queimada
O amor permanece e segue então
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
A paixão ilusão que vem tão forte
O amor é profundo e tem raiz
A paixão qualquer coisa vem e diz
O amor de verdade é bom consorte
A paixão tem início meio e morte
O amor tem palavra empenhada
A paixão é fugaz e celerada
O amor é completa a coleção
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
Mariana sonetista disse bem
Do soneto o mote eu gloso agora
O amor quando vem em boa hora
Não deseja paixão e ter harém
A paixão vem acende e isso tem
Tão comum se é paixão descontrolada
O amor da pessoa apaixonada
Faz viver sentimento em profusão
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
Que domina demais em nossa vida
A buscar na pessoa mais querida
Mas nem sempre a vida nos dá ganho
Muitas vezes ferida dor do lanho
Com distância presença mais amada
E assim é o fim de torta estrada
Nos abismos sombrios da paixão
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
Um amor que bandido tão cigano
Enganou minha mente em sentimento
E partiu por dizer nalgum momento
Em que foi para mim só desengano
Mas eu vou me deixar no mesmo plano
Aprendi vou viver noutra jornada
Pois a vida lição bem ensinada
Faz rever sempre nossa direção
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
A paixão é só fogo bem ardente
O amor combustível da fogueira
A paixão vem e vai é passageira
O amor de verdade é bem presente
A paixão é lampejo tão somente
O amor é uma força inexplicada
A paixão vem findar quando é queimada
O amor permanece e segue então
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
A paixão ilusão que vem tão forte
O amor é profundo e tem raiz
A paixão qualquer coisa vem e diz
O amor de verdade é bom consorte
A paixão tem início meio e morte
O amor tem palavra empenhada
A paixão é fugaz e celerada
O amor é completa a coleção
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
Mariana sonetista disse bem
Do soneto o mote eu gloso agora
O amor quando vem em boa hora
Não deseja paixão e ter harém
A paixão vem acende e isso tem
Tão comum se é paixão descontrolada
O amor da pessoa apaixonada
Faz viver sentimento em profusão
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Baseado em pensamento de Madre Tereza de Calcutá

I
Este mote foi criado
A partir do pensamento
Um consolo por alento
Pra você ficar ligado
É mote aqui postado
Pra dizer coisa ferina
A palavra que combina
Assim diz Madre Tereza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
II
A beleza é atrativa
Tem princípio meio e fim
Pra você e para mim
Toda criatura viva
A idade é corrosiva
Nosso tempo determina
Climatério que culmina
Disso nós temos certeza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
III
A beleza é um conceito
Que depende da cultura
Bela toda criatura
Que nos lembra o perfeito
Muito corpo tem defeito
Vaidade é tão ladina
Masculina ou feminina
Variando de grandeza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
IV
E você mulher bonita
Que desfila qual gazela
O feitiço que revela
Muita coisa que não dita
A beleza assim descrita
Como veio numa mina
O que é belo então defina
Um princípio a incerteza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
V
As feias que me perdoem
Beleza é fundamental
O Vinícius afinal
As palavras dele soem
Muito embora que destoem
Do real que a vida ensina
Mulher bela que domina
Faz de hormônio a correnteza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
VI
Com o peso da idade
Cai de tudo na mulher
Da cabeça até o pé
É a lei da gravidade
Bisturi usa à vontade
E quer parecer menina
Mas não dá adrenalina
Nem na rola dá dureza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
VII
Ela então estica tudo
Fica com boca de pato
Nova não fica de fato
Usa um busto peitudo
A ciência faz estudo
Essa tal de medicina
Ela então se recombina
Pra dar uma de princesa
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
VIII
A TV mostra beldades
De beleza sem igual
O modelo é ideal
Longe das realidades
Vemos as variedades
Natureza é tão fina
O DNA rumina
Assim é na natureza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
IX
A beleza é ilusão
Muitas vezes nos engana
Pode ser coisa tirana
Pode ser a condição
A beleza é sedução
Armadilha mais ladina
Um corisco que fulmina
Ofuscando com clareza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
X
Uma coisa transitória
O caráter permanece
Todo belo assim perece
Como coisa ilusória
Tem a sua trajetória
Ao ocaso se destina
Quem pra isso não atina
Pode padecer tristeza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XI
A beleza que desperta
Os impulsos do desejo
Vem assim nesse lampejo
Pode dar em rota incerta
É porteira bem aberta
Que a vontade assim bolina
Como ave de rapina
Nos envolve com esperteza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XII
Pode ter quilos a mais
Celulite sem problema
A beleza sendo um tema
De polêmicas gerais
As mulheres ideais
Fotoshop é uma mina
Um programa que refina
E sem muita sutileza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XIII
A beleza na história
Envolveu muito vivente
Seres de alma carente
Viram assim na trajetória
De beleza envoltória
Para tanta messalina
De amante e concubina
Deixou gente indefesa
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XIV
A beleza que encanta
Natural todo atrativo
Excitando quem é vivo
O tesão que se agiganta
A beleza sendo tanta
Delicada bailarina
Sedutora colombina
Deixa muita mente presa
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XV
Cada um com seu destino
Cada um com sua escolha
Cada galho com a folha
E assim eu que defino
Neste verso que termino
Pra falar de nossa sina
O cordel findo e assina
Versejar rompe a represa
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XVI
Mas tem bela muito bela
A sereia de Candeias
Causa inveja nessas feias
Todo encanto que vem dela
Mas parece uma tela
Quando ela descortina
É chamada de Kalina
Com seu porte de princesa
A rainha da beleza
Cujo encanto não termina
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