Coração esse ente tão estranho
Que domina demais em nossa vida
A buscar na pessoa mais querida
Mas nem sempre a vida nos dá ganho
Muitas vezes ferida dor do lanho
Com distância presença mais amada
E assim é o fim de torta estrada
Nos abismos sombrios da paixão
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
Um amor que bandido tão cigano
Enganou minha mente em sentimento
E partiu por dizer nalgum momento
Em que foi para mim só desengano
Mas eu vou me deixar no mesmo plano
Aprendi vou viver noutra jornada
Pois a vida lição bem ensinada
Faz rever sempre nossa direção
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
A paixão é só fogo bem ardente
O amor combustível da fogueira
A paixão vem e vai é passageira
O amor de verdade é bem presente
A paixão é lampejo tão somente
O amor é uma força inexplicada
A paixão vem findar quando é queimada
O amor permanece e segue então
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
A paixão ilusão que vem tão forte
O amor é profundo e tem raiz
A paixão qualquer coisa vem e diz
O amor de verdade é bom consorte
A paixão tem início meio e morte
O amor tem palavra empenhada
A paixão é fugaz e celerada
O amor é completa a coleção
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
Mariana sonetista disse bem
Do soneto o mote eu gloso agora
O amor quando vem em boa hora
Não deseja paixão e ter harém
A paixão vem acende e isso tem
Tão comum se é paixão descontrolada
O amor da pessoa apaixonada
Faz viver sentimento em profusão
Foi assim que cheguei à conclusão
Que paixão sem amor, não vale nada.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Baseado em pensamento de Madre Tereza de Calcutá

I
Este mote foi criado
A partir do pensamento
Um consolo por alento
Pra você ficar ligado
É mote aqui postado
Pra dizer coisa ferina
A palavra que combina
Assim diz Madre Tereza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
II
A beleza é atrativa
Tem princípio meio e fim
Pra você e para mim
Toda criatura viva
A idade é corrosiva
Nosso tempo determina
Climatério que culmina
Disso nós temos certeza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
III
A beleza é um conceito
Que depende da cultura
Bela toda criatura
Que nos lembra o perfeito
Muito corpo tem defeito
Vaidade é tão ladina
Masculina ou feminina
Variando de grandeza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
IV
E você mulher bonita
Que desfila qual gazela
O feitiço que revela
Muita coisa que não dita
A beleza assim descrita
Como veio numa mina
O que é belo então defina
Um princípio a incerteza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
V
As feias que me perdoem
Beleza é fundamental
O Vinícius afinal
As palavras dele soem
Muito embora que destoem
Do real que a vida ensina
Mulher bela que domina
Faz de hormônio a correnteza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
VI
Com o peso da idade
Cai de tudo na mulher
Da cabeça até o pé
É a lei da gravidade
Bisturi usa à vontade
E quer parecer menina
Mas não dá adrenalina
Nem na rola dá dureza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
VII
Ela então estica tudo
Fica com boca de pato
Nova não fica de fato
Usa um busto peitudo
A ciência faz estudo
Essa tal de medicina
Ela então se recombina
Pra dar uma de princesa
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
VIII
A TV mostra beldades
De beleza sem igual
O modelo é ideal
Longe das realidades
Vemos as variedades
Natureza é tão fina
O DNA rumina
Assim é na natureza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
IX
A beleza é ilusão
Muitas vezes nos engana
Pode ser coisa tirana
Pode ser a condição
A beleza é sedução
Armadilha mais ladina
Um corisco que fulmina
Ofuscando com clareza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
X
Uma coisa transitória
O caráter permanece
Todo belo assim perece
Como coisa ilusória
Tem a sua trajetória
Ao ocaso se destina
Quem pra isso não atina
Pode padecer tristeza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XI
A beleza que desperta
Os impulsos do desejo
Vem assim nesse lampejo
Pode dar em rota incerta
É porteira bem aberta
Que a vontade assim bolina
Como ave de rapina
Nos envolve com esperteza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XII
Pode ter quilos a mais
Celulite sem problema
A beleza sendo um tema
De polêmicas gerais
As mulheres ideais
Fotoshop é uma mina
Um programa que refina
E sem muita sutileza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XIII
A beleza na história
Envolveu muito vivente
Seres de alma carente
Viram assim na trajetória
De beleza envoltória
Para tanta messalina
De amante e concubina
Deixou gente indefesa
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XIV
A beleza que encanta
Natural todo atrativo
Excitando quem é vivo
O tesão que se agiganta
A beleza sendo tanta
Delicada bailarina
Sedutora colombina
Deixa muita mente presa
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XV
Cada um com seu destino
Cada um com sua escolha
Cada galho com a folha
E assim eu que defino
Neste verso que termino
Pra falar de nossa sina
O cordel findo e assina
Versejar rompe a represa
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
XVI
Mas tem bela muito bela
A sereia de Candeias
Causa inveja nessas feias
Todo encanto que vem dela
Mas parece uma tela
Quando ela descortina
É chamada de Kalina
Com seu porte de princesa
A rainha da beleza
Cujo encanto não termina
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Efeitos colaterais da cachaça
Todo cabra cachaceiro é corajoso
Toma porre depois fica bem afoito
Azarando um dragão e faz o coito
E nem nota quanto foi defeituoso
Noutro dia ele acorda preguiçoso
De ressaca reza pra Ave Maria
Não bebesse essa merda não faria
Em mocreia por aí meter a peia
Eu de porre não deitei com mulher feia
Eu apenas acordei no outro dia
Vai surtar quando acorda vê do lado
Deus do céu o que fiz com minha rola
Ela acorda satisfeita e quase tola
Com olhar bem meloso apaixonado
Você olha pro dragão bem assustado
Mas mandou bem demais na putaria
Ela pensa que não fica pra titia
Por você os pneus que tem arreia
Eu de porre não deitei com mulher feia
Eu apenas acordei no outro dia
Na refrega no escuro e na manguaça
Muito nego fudeu com cada troço
Requenguela demais eu que não posso
Me lembrar quando eu bebi cachaça
Mulé feia cabra macho chega e traça
Bonitinha até fresco comeria
Goza nela e até faz sodomia
Se ela tem um corpinho de sereia
Eu de porre não deitei com mulher feia
Eu apenas acordei no outro dia
Toma porre depois fica bem afoito
Azarando um dragão e faz o coito
E nem nota quanto foi defeituoso
Noutro dia ele acorda preguiçoso
De ressaca reza pra Ave Maria
Não bebesse essa merda não faria
Em mocreia por aí meter a peia
Eu de porre não deitei com mulher feia
Eu apenas acordei no outro dia
Vai surtar quando acorda vê do lado
Deus do céu o que fiz com minha rola
Ela acorda satisfeita e quase tola
Com olhar bem meloso apaixonado
Você olha pro dragão bem assustado
Mas mandou bem demais na putaria
Ela pensa que não fica pra titia
Por você os pneus que tem arreia
Eu de porre não deitei com mulher feia
Eu apenas acordei no outro dia
Na refrega no escuro e na manguaça
Muito nego fudeu com cada troço
Requenguela demais eu que não posso
Me lembrar quando eu bebi cachaça
Mulé feia cabra macho chega e traça
Bonitinha até fresco comeria
Goza nela e até faz sodomia
Se ela tem um corpinho de sereia
Eu de porre não deitei com mulher feia
Eu apenas acordei no outro dia
Imagens garimpadas na internet com poema visual adaptado de Allan Sales.
Por isso me orgulho de ser nordestino

Imagem bonita das terras distantes
Vaqueiro cavalo no solo tão quente
A luta do povo que se faz presente
Nas terras tão pobres que dão retirantes
Vaqueiros tão bravos, sertão, são infantes
Do gado correndo atrás tangerino
Sertão e Brasil assim que defino
Nordeste primeiro Brasil foi Nação
São tintas que pintam a cor do sertão
Por isso me orgulho, de ser Nordestino
Vaqueiro nas terras tão secas da gente
Enfrenta com raça espinhos da vida
Caatinga com gado cavalo na lida
Assim fala o verso cordel de repente
Na lida do gado vaqueiro valente
A rês quando foge e ouve seu sino
Atrás ele corre com força com tino
A rês arredia que acaba no chão
São tintas que pintam a cor do sertão
Por isso me orgulho, de ser Nordestino
Sertões brasileiros com necessidade
Vaqueiros na terra também lavradores
A terra na mão de poucos senhores
Arribam com fome inchando a cidade
No sonho da volta pra sua verdade
Sertão o torrão tão seu genuíno
Nordeste arribado de irmão peregrino
Vaqueiro sem laço cavalo e gibão
São tintas que pintam a cor do sertão
Por isso me orgulho, de ser Nordestino
O povo das terras tão secas madrastas
Enfrenta com raça agruras que tem
Resiste transforma com pouco vintém
Na terra injusta dividem por castas
As fomes gerais aí são nefastas
Se a água não corre perece o suíno
Resiste e agüenta rebanho caprino
Quem sabe se muda com transposição
São tintas que pintam a cor do sertão
Por isso me orgulho, de ser Nordestino
Nos veios da terra a água não corre
A chuva demora e chega mirrada
O gado com sede vagueia na estrada
A prece sentida se Deus lhe socorre
A chuva se chega na terra escorre
E cria um veio mirrado tão fino
Mas dá pra nascer a roça eu atino
Que o povo da gente daqui tem noção
São tintas que pintam a cor do sertão
Por isso me orgulho, de ser Nordestino
Sertão nordestino é voz de cultura
Repentes violas nas feiras cordéis
As vozes do povo ditando papéis
De tempo presente pra era futura
Poeta no verso repente fulgura
Na verve do verso certeiro e ferino
Poeta de fé tem cunho ladino
Não perde uma rima em todo quadrão
São tintas que pintam a cor do sertão
Por isso me orgulho, de ser Nordestino
Baiões e xaxados os xotes brejeiros
Sanfonas com foles na verve Gonzaga
Nordeste da gente aí se propaga
Nos cantos dos nossos poetas fagueiros
Que trazem no fole seus cantos brejeiros
Galopam seus foles tal qual um eqüino
Escala perfeita deu fole dá trino
Do modo bonito que fez Gonzagão
São tintas que pintam a cor do sertão
Por isso me orgulho, de ser Nordestino
Nas feiras da terra jabá macaxeira
Cuscuz alfenim também rapadura
Cachaça da boa que dá é loucura
Buchada de bode pirão de primeira
Umbus frutos doces da terra brejeira
Bonecos de barro que fez Vitalino
Cordel a contar quem foi Virgulino
Quem foi Padim Ciço na sua visão
São tintas que pintam a cor do sertão
Por isso me orgulho, de ser Nordestino
Orgulho de ser um filho do Crato
Aqui no Recife eu fiz meu lugar
Nordeste de luta eu vejo brilhar
No verso no toque viola dou trato
Se brigo valente não deixo barato
Pois ser um guerreiro é o meu destino
Aqui nesta terra eu desde menino
Me fiz um poeta em verso e canção
São tintas que pintam a cor do sertão
Por isso me orgulho, de ser Nordestino
Orgulho de ser também cordelista
Tocando nas cordas sou compositor
Do verso da terra virei inventor
E desde novinho sou violonista
Por hora um ateu já fui kardecista
Não gosto de cabra safado e suíno
Nem gente escrota no verso fulmino
Não voto em reaça canalha e ladrão
São tintas que pintam a cor do sertão
Por isso me orgulho, de ser Nordestino
Salve Wando

Esse Wando um fodão
Um bregueiro rei do pega
Se falou trepou de menos
Mas cantou muita refrega
Não vai ver o fogo eterno
Heavy Metal é som do inferno
Vai pro céu, o céu que é brega¬¬
Lá no céu não tem bodega
Do pau oco tem santinhos
E com bundas bem rosadas
Querubins lindos anjinhos
Com asinhas emplumadas
E bundinhas empinadas
Mais parecem viadinhos
Crentes alucinadinhos
Cabaçudas de convento
Muito culto muita missa
Esse é o divertimento
Se deixar é mau presságio
Bispo Edir cobra pedágio
Pra entrar é dez por cento
Wando leva o instrumento
Empunhando o violão
E São Pedro traz um vinho
Pra comer sardinha e pão
Vai pedir pra tocar “Ouça”
Mas o Wando toca “Moça”
E depois fogo e paixão
Não amai pela beleza/Pois um dia ela termina
A beleza é atrativa
Tem princípio meio e fim
Pra você e para mim
Toda criatura viva
A idade é corrosiva
Nosso tempo determina
Climatério que culmina
Disso nós temos certeza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
A beleza é um conceito
Que depende da cultura
Bela toda criatura
Que nos lembra o perfeito
Muito corpo tem defeito
Vaidade é tão ladina
Masculina ou feminina
Variando de grandeza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
E você mulher bonita
Que desfila qual gazela
O feitiço que revela
Muita coisa que não dita
A beleza assim descrita
Como veio numa mina
O que é belo então defina
Um princípio a incerteza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
As feias que me perdoem
Beleza é fundamental
O Vinícius afinal
As palavras dele soem
Muito embora que destoem
Do real que a vida ensina
Mulher bela que domina
Faz de hormônio a correnteza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
Com o peso da idade
Cai de tudo na mulher
Da cabeça até o pé
É a lei da gravidade
Bisturi usa à vontade
E quer parecer menina
Mas não dá adrenalina
Nem na rola dá dureza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
Ela então estica tudo
Fica com boca de pato
Nova não fica de fato
Usa um busto peitudo
A ciência faz estudo
Essa tal de medicina
Ela então se recombina
Pra dar uma de princesa
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
Tem princípio meio e fim
Pra você e para mim
Toda criatura viva
A idade é corrosiva
Nosso tempo determina
Climatério que culmina
Disso nós temos certeza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
A beleza é um conceito
Que depende da cultura
Bela toda criatura
Que nos lembra o perfeito
Muito corpo tem defeito
Vaidade é tão ladina
Masculina ou feminina
Variando de grandeza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
E você mulher bonita
Que desfila qual gazela
O feitiço que revela
Muita coisa que não dita
A beleza assim descrita
Como veio numa mina
O que é belo então defina
Um princípio a incerteza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
As feias que me perdoem
Beleza é fundamental
O Vinícius afinal
As palavras dele soem
Muito embora que destoem
Do real que a vida ensina
Mulher bela que domina
Faz de hormônio a correnteza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
Com o peso da idade
Cai de tudo na mulher
Da cabeça até o pé
É a lei da gravidade
Bisturi usa à vontade
E quer parecer menina
Mas não dá adrenalina
Nem na rola dá dureza
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
Ela então estica tudo
Fica com boca de pato
Nova não fica de fato
Usa um busto peitudo
A ciência faz estudo
Essa tal de medicina
Ela então se recombina
Pra dar uma de princesa
Não amai pela beleza
Pois um dia ela termina
Assinar:
Postagens (Atom)
